Como Entrar em um Relacionamento Saudável e Como a Terapia Pode Ajudar

Como Entrar em um Relacionamento Saudável e Como a Terapia Pode Ajudar

Entrar em um relacionamento saudável é o desejo de muitas pessoas — especialmente daquelas que já viveram relações marcadas por dor, insegurança ou desequilíbrio. Mas, afinal, o que realmente significa viver um relacionamento saudável? E por que tantas pessoas inteligentes, sensíveis e bem-intencionadas acabam repetindo os mesmos padrões?

A verdade é que um relacionamento saudável não começa quando encontramos “a pessoa certa”, e sim quando nos tornamos alguém preparado para se relacionar de forma madura, consciente e emocionalmente disponível. É nesse ponto que a psicoterapia se torna uma ferramenta essencial: ela ajuda a quebrar ciclos, curar feridas e construir novas formas de amar.

O que é um relacionamento saudável

Um relacionamento saudável é aquele em que ambos se sentem seguros, valorizados e livres para ser quem são. Existe conexão, mas também autonomia. Há amor, mas sem dependência.

Isso não significa ausência de conflitos — afinal, toda relação humana envolve diferenças. O que define uma relação saudável é como o casal lida com essas diferenças. Em vez de jogos de poder, chantagens emocionais ou silêncio punitivo, existe comunicação aberta, respeito e responsabilidade afetiva.

Num relacionamento maduro:

  • Cada um reconhece seus próprios sentimentos e não responsabiliza o outro por eles;
  • O diálogo é usado para resolver, não para vencer;
  • O amor é expresso com ações consistentes, não apenas palavras;
  • O espaço individual é preservado e respeitado;
  • As dificuldades são enfrentadas em parceria, e não como uma batalha entre lados opostos.

Por que é tão difícil se relacionar de forma saudável

Muitos adultos vivem relacionamentos que repetem, inconscientemente, padrões da infância. Se crescemos em um ambiente em que o amor estava ligado a instabilidade, rejeição ou crítica, nosso cérebro pode associar intensidade emocional com amor verdadeiro — mesmo quando isso nos faz sofrer.

Por isso, é comum que pessoas que sofreram com vínculos inseguros se envolvam repetidamente com parceiros indisponíveis, controladores ou distantes. A mente busca familiaridade, não felicidade.

Para romper esse ciclo, é necessário autoconhecimento emocional. Entender de onde vêm os nossos padrões, o que nos atrai, o que nos assusta e o que nos faz permanecer em situações que nos machucam.

Esse processo de transformação raramente acontece sozinho — e é aqui que entra a importância da terapia.

Como a terapia pode ajudar a construir um relacionamento saudável

A psicoterapia oferece um espaço seguro para entender o próprio funcionamento emocional e as escolhas afetivas. Com o acompanhamento de um profissional, é possível:

1. Compreender a origem dos padrões afetivos

A terapia ajuda a identificar de onde vêm as repetições: o tipo de amor que aprendemos, as feridas que carregamos e as crenças que moldam nossos vínculos. Ao compreender a própria história, o paciente deixa de agir por impulso e passa a escolher com consciência — o que transforma profundamente a maneira de se relacionar.

2. Desenvolver autorresponsabilidade

Muitas pessoas esperam que o outro venha preencher seus vazios, quando, na verdade, a base de um relacionamento saudável é a autossuficiência emocional. A terapia ensina que amar não é se fundir, mas se conectar. E que o amor maduro nasce quando duas pessoas completas se encontram — não para se “salvar”, mas para crescer juntas.

3. Aprender a se comunicar com maturidade

Comunicação é o coração de qualquer relação. A terapia ajuda a reconhecer padrões de defesa — como o silêncio, a ironia, o ataque ou o retraimento — e substituí-los por estratégias de comunicação assertiva. Falar com clareza, expressar necessidades sem culpar o outro e saber ouvir com empatia são habilidades que podem ser aprendidas e treinadas no processo terapêutico.

4. Regular as emoções e lidar com os conflitos

Relacionar-se exige lidar com frustração, ciúme, medo e vulnerabilidade. Sem regulação emocional, qualquer pequena crise pode se transformar em uma guerra. Na terapia, o paciente aprende a reconhecer suas emoções, acolhê-las e agir a partir da calma — não do impulso. Isso faz toda a diferença na qualidade das interações.

5. Construir autoestima e limites saudáveis

Sem autoestima, o amor vira mendicância. A terapia ajuda a fortalecer o senso de valor pessoal e a estabelecer limites claros. Aprender a dizer “não”, escolher relacionamentos que nos respeitem e sair de situações que nos diminuem são atitudes fundamentais para viver o amor de forma plena e saudável.

O amor saudável começa dentro de você

Antes de buscar um relacionamento saudável, é essencial desenvolver um relacionamento saudável consigo mesmo. Isso significa se conhecer, se respeitar e se tratar com gentileza. Quando aprendemos a nos oferecer o amor que sempre esperamos do outro, deixamos de aceitar migalhas e passamos a escolher parcerias que nos nutrem de verdade.

Como Entrar em um Relacionamento Saudável e Como a Terapia Pode Ajudar - Psicóloga Especialista em Relacionamentos

A terapia pode ajudar a responder perguntas como:

  • O que me faz permanecer em relações que me machucam?
  • Por que tenho medo da solidão?
  • O que espero de um parceiro — e o que estou disposto a oferecer?
  • Como posso ser mais autêntico nas minhas relações?

Essas reflexões são o ponto de partida para transformar a forma como você ama e é amado.

Dicas práticas para construir um relacionamento saudável

  1. Seja honesto desde o início: relações saudáveis se constroem com verdade, não com versões idealizadas.
  2. Não confunda intensidade com conexão: o amor maduro é calmo, consistente e previsível.
  3. Mantenha sua individualidade: tenha tempo para si mesmo, seus amigos, sua carreira e seus interesses.
  4. Escolha quem também está pronto para se relacionar: observe atitudes, não apenas palavras.
  5. Aprenda a reparar: todos erram. O importante é saber reconhecer, pedir desculpas e reconstruir a confiança.
  6. Procure terapia, mesmo estando bem: a terapia não é apenas para “consertar” problemas, mas para prevenir repetições e cultivar vínculos saudáveis.

Conclusão

Entrar em um relacionamento saudável é mais do que encontrar alguém especial — é um compromisso com o próprio crescimento. O amor verdadeiro não é aquele que te tira o chão, mas aquele que te dá paz. E essa paz começa quando você se conhece, se aceita e se escolhe todos os dias.

A terapia é o caminho que permite essa transformação: de amores caóticos para relações conscientes; de reatividade para maturidade; de dependência para liberdade emocional. Quando você aprende a se amar de forma saudável, naturalmente começa a atrair e escolher pessoas que também sabem amar.

Ansiedade no puerpério- como identificar os sintomas e lidar com esse desafio emocional - Psicóloga Fernanda Cernea

Ansiedade no puerpério: como identificar os sintomas e lidar com esse desafio emocional

O puerpério é um período de intensas transformações físicas, hormonais e emocionais na vida de uma mulher. Com a chegada do bebê, surgem novas demandas, responsabilidades e, muitas vezes, um turbilhão de sentimentos contraditórios. É comum que, nesse momento, muitas mulheres se sintam ansiosas — e essa ansiedade pode variar de uma preocupação leve até quadros mais intensos que interferem na qualidade de vida e na relação com o bebê.

Neste artigo, vamos falar sobre o que é a ansiedade no puerpério, como identificar seus sintomas, quais são as possíveis causas e, principalmente, como lidar com ela de forma saudável e acolhedora.

O que é ansiedade no puerpério?

A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações novas ou percebidas como ameaçadoras. No puerpério, essa resposta pode se intensificar devido a diversos fatores, como alterações hormonais, privação de sono, sobrecarga emocional e pressões sociais sobre a maternidade.

A ansiedade no puerpério não é um sinal de fraqueza ou de que a mãe não ama seu bebê. Pelo contrário, ela geralmente está ligada ao desejo intenso de acertar, de proteger o filho e de dar conta de tudo.

Ansiedade no puerpério- como identificar os sintomas e lidar com esse desafio emocional - Psicóloga Fernanda Cernea

Sinais e sintomas de ansiedade no puerpério

É importante saber diferenciar a ansiedade esperada (normal) de um quadro que requer atenção e cuidados. Veja abaixo alguns sintomas frequentes da ansiedade no puerpério:

  • Preocupações excessivas com a saúde do bebê ou com a própria capacidade de cuidar dele
  • Dificuldade para dormir, mesmo quando o bebê está dormindo
  • Sensação constante de medo ou apreensão
  • Pensamentos negativos recorrentes
  • Irritabilidade e impaciência
  • Tensão muscular, taquicardia, suor excessivo
  • Dificuldade de concentração
  • Crises de choro sem motivo aparente

Se esses sintomas forem intensos, persistirem por mais de duas semanas e interferirem nas atividades do dia a dia, é importante procurar ajuda profissional.

Causas da ansiedade no puerpério

A ansiedade no puerpério pode ter diversas origens, e normalmente é resultado de uma combinação de fatores:

Alterações hormonais

Após o parto, há uma queda brusca de hormônios como estrogênio e progesterona, o que influencia diretamente o humor.

Privação de sono

A falta de descanso adequado é um dos principais gatilhos para alterações emocionais no puerpério.

Pressão social

As exigências externas sobre o “papel ideal da mãe” geram culpa e sensação de inadequação.

Experiências anteriores

Histórico de ansiedade, depressão ou traumas anteriores podem aumentar a vulnerabilidade.

Isolamento social

A solidão e a sensação de estar desconectada do mundo podem aumentar o sofrimento emocional.

Como lidar com a ansiedade no puerpério?

A boa notícia é que existem diversas estratégias eficazes para lidar com a ansiedade nesse período. Veja abaixo algumas recomendações práticas e embasadas:

1. Reconheça e valide os seus sentimentos

Você não precisa estar feliz o tempo todo. Sentir-se ansiosa, insegura ou cansada não significa que você não está sendo uma boa mãe. Validar os próprios sentimentos é o primeiro passo para lidar com eles de forma saudável.

2. Converse com alguém de confiança

Falar sobre o que está sentindo com o parceiro, familiares ou amigas pode ajudar a aliviar a carga emocional. A rede de apoio é fundamental no puerpério.

3. Busque ajuda profissional

A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é muito eficaz no tratamento da ansiedade. Ela ajuda a identificar pensamentos distorcidos e a desenvolver estratégias para enfrentá-los de maneira mais equilibrada.

4. Cuide da sua saúde física

Alimentação adequada, hidratação e pequenas pausas para descanso fazem diferença. Mesmo pequenas caminhadas ou momentos de autocuidado contribuem para o bem-estar mental.

5. Evite comparações

Cada bebê é único, e cada mãe vive a maternidade de forma diferente. Redes sociais muitas vezes mostram uma realidade idealizada que não corresponde ao cotidiano. Foque no seu processo e na sua realidade.

6. Pratique a autocompaixão

Fale consigo mesma como falaria com uma amiga querida. Em vez de se julgar, acolha suas dificuldades com gentileza. Você está aprendendo e fazendo o seu melhor.

Quando procurar ajuda?

A ansiedade é uma reação comum, mas quando se torna intensa, persistente e incapacitante, é essencial procurar ajuda especializada. O acompanhamento psicológico pode fazer toda a diferença para que você atravesse esse período com mais leveza e segurança.

Em alguns casos, pode ser necessário também o acompanhamento psiquiátrico e o uso de medicação — especialmente quando a ansiedade está associada a quadros como transtorno de ansiedade generalizada ou depressão pós-parto. O tratamento deve ser sempre individualizado e respeitar as necessidades da mãe e do bebê.

Você não está sozinha

Milhares de mulheres passam por esse mesmo desafio silencioso. A ansiedade no puerpério é comum — mas não precisa ser enfrentada sozinha. Cuidar da saúde mental nesse momento é um gesto de amor não só por você, mas também pelo seu bebê.

Ansiedade na Fase Perinatal- Como a Terapia Pode Ajudar Tentantes, Gestantes e Puérperas

Ansiedade na Fase Perinatal: Como a Terapia Pode Ajudar Tentantes, Gestantes e Puérperas

A fase perinatal — que inclui o período da gestação, o puerpério e até o momento anterior à concepção, quando a mulher está tentando engravidar — é marcada por profundas transformações físicas, emocionais e sociais. É um momento de grandes expectativas, mas também de vulnerabilidade.

O que é a ansiedade perinatal?

A ansiedade perinatal é um transtorno emocional que pode surgir em qualquer momento entre a tentativa de engravidar até o primeiro ano pós-parto. Caracteriza-se por preocupações excessivas, medo constante, insônia, irritabilidade e, em alguns casos, ataques de pânico.

Enquanto a depressão pós-parto é amplamente discutida, os transtornos ansiosos são ainda mais prevalentes na fase perinatal, atingindo até 20% das mulheres. O diagnóstico precoce e o tratamento são fundamentais para o bem-estar da mãe e do bebê.

Ansiedade em tentantes: o sofrimento silencioso

Durante o período de tentativa de engravidar, a ansiedade pode se manifestar de diversas formas:

  • Obsessão com datas e sintomas
  • Testes de gravidez frequentes
  • Pensamentos negativos sobre não conseguir engravidar
  • Dificuldade de relaxar ou aproveitar a vida enquanto espera

A terapia para tentantes pode ajudar a mulher a desenvolver recursos emocionais para lidar com a frustração, incerteza e medo, promovendo autoconhecimento e acolhimento.

Ansiedade na gestação: medos e inseguranças

Durante a gravidez, é comum o surgimento de medos intensos, como:

  • Medo de perder o bebê
  • Preocupações com o parto
  • Insegurança sobre a maternidade
  • Dúvidas sobre o corpo e a sexualidade
  • Dificuldade de conexão com o bebê

Altos níveis de estresse nessa fase estão associados ao aumento de partos prematuros e a impactos na saúde física e emocional.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é eficaz nesse contexto, auxiliando na reestruturação de pensamentos e no fortalecimento da autoestima e autonomia.

Ansiedade pós-parto: quando o amor vem acompanhado de medo

O puerpério traz mudanças hormonais e emocionais intensas. A mulher enfrenta:

  • Privação de sono
  • Exaustão
  • Mudanças no relacionamento
  • Dúvidas sobre os cuidados com o bebê
  • Reconfiguração da identidade materna

Alguns sinais de alerta da ansiedade pós-parto:

  • Medo exagerado de algo acontecer com o bebê
  • Dificuldade em delegar cuidados
  • Insônia persistente
  • Pensamentos intrusivos
  • Crises de choro e culpa constante

Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, é essencial buscar ajuda profissional.

A psicoterapia no puerpério oferece espaço seguro para elaborar vivências, compreender emoções e fortalecer o vínculo com o bebê.

Como a terapia pode ajudar na ansiedade perinatal

A terapia psicológica é uma ferramenta fundamental em todas as etapas da fase perinatal:

  • Identifica pensamentos disfuncionais
  • Promove regulação emocional
  • Fortalece autoestima e autoeficácia
  • Apoia na tomada de decisões
  • Oferece escuta sem julgamentos

Terapias como a TCC apresentam resultados positivos e duradouros, especialmente quando associadas ao acompanhamento psiquiátrico em casos mais graves.

Conclusão: cuidar da saúde mental também é cuidar do bebê

A maternidade envolve uma gestação emocional que começa antes da concepção e se estende ao pós-parto. Reconhecer a ansiedade perinatal e buscar ajuda é um gesto de coragem e responsabilidade.

Se você está vivendo esse momento e sente que a ansiedade está afetando seu bem-estar, saiba que não está sozinha. A terapia pode ser o primeiro passo para uma maternidade mais leve, segura e acolhedora.

Como Construir um Relacionamento Saudável Dicas Essenciais para uma Conexão Duradoura - Psicóloga Fernanda Cernea

Como Construir um Relacionamento Saudável: Dicas Essenciais para uma Conexão Duradoura

Manter um relacionamento saudável é um objetivo compartilhado por muitas pessoas, mas não existe uma fórmula mágica para garantir o sucesso. Relacionamentos exigem esforço, comunicação e comprometimento mútuo. Neste texto, vamos explorar as principais práticas para construir uma relação sólida, com foco no respeito, empatia e crescimento pessoal e conjunto. Se você busca um relacionamento amoroso equilibrado e feliz, estas dicas são para você.

A Importância da Comunicação Aberta e Sincera

A base de qualquer relacionamento saudável é a comunicação. Não se trata apenas de falar, mas de ouvir e compreender o outro. Muitas vezes, problemas surgem porque as pessoas assumem que o parceiro entende o que elas pensam ou sentem, quando, na verdade, é necessário expressar isso claramente.

  • Escuta ativa: Ouça sem interromper e sem pensar na resposta enquanto o outro fala. Isso demonstra respeito e empatia.
  • Evite acusações: Em vez de frases como “Você nunca me ouve“, prefira “Eu me sinto ignorado quando tento conversar sobre algo importante“.
  • Pratique a vulnerabilidade: Falar sobre sentimentos e medos fortalece a conexão emocional.

Manter uma comunicação aberta cria confiança e permite que os parceiros resolvam conflitos de maneira construtiva.

Estabeleça Confiança e Transparência

A confiança é o pilar de um relacionamento saudável. Ela não surge do dia para a noite; é construída ao longo do tempo por meio de ações consistentes e honestidade.

Como construir e manter a confiança:

  • Seja coerente entre palavras e ações.
  • Admita erros quando necessário. Isso não enfraquece a relação, mas mostra maturidade e responsabilidade.
  • Evite segredos prejudiciais. A transparência fortalece a parceria e evita mal-entendidos.

Quando a confiança é quebrada, a reconstrução exige tempo, paciência e disposição de ambas as partes para trabalhar no problema.

Respeito Mútuo: A Base para Crescimento

Nenhum relacionamento pode prosperar sem respeito. Isso significa reconhecer as diferenças, valorizar a individualidade do outro e evitar atitudes desrespeitosas, mesmo durante discussões.

Respeitar o espaço e as opiniões do parceiro fortalece o relacionamento e evita conflitos desnecessários. Lembre-se de que um casal é formado por duas pessoas diferentes, e essas diferenças podem enriquecer a relação quando tratadas com respeito.

Mantenha a Individualidade

Muitas pessoas acreditam que estar em um relacionamento significa fazer tudo juntos e compartilhar absolutamente tudo. Embora a conexão seja fundamental, manter a individualidade é igualmente importante.

Dicas para preservar a individualidade:

  • Continue perseguindo seus interesses pessoais.
  • Incentive o parceiro a fazer o mesmo.
  • Estabeleça momentos para atividades individuais e momentos para o casal.

Ao manter a sua própria identidade, você contribui para um relacionamento mais saudável e evita a sensação de sufocamento ou dependência excessiva.

Demonstrações de Afeto e Gratidão

Nunca subestime o poder de pequenas demonstrações de afeto. A rotina pode fazer com que gestos carinhosos sejam deixados de lado, mas eles são essenciais para manter a chama acesa e reforçar o vínculo.

Sugestões de demonstrações de afeto:

  • Diga “eu te amo” com frequência.
  • Faça elogios sinceros.
  • Demonstre gratidão pelas pequenas coisas do dia a dia.

Essas atitudes simples fortalecem o laço emocional e trazem mais alegria para o relacionamento.

Resolva Conflitos de Forma Saudável

Todo relacionamento tem conflitos, mas a forma como lidamos com eles faz toda a diferença. Evitar discussões pode gerar ressentimentos acumulados, enquanto discutir de maneira agressiva pode causar feridas emocionais.

Estratégias para resolver conflitos:

  • Aborde o problema no momento certo, quando ambos estiverem calmos.
  • Foque na solução, não no culpado.
  • Pratique o perdão e esteja disposto a seguir em frente.

Lembre-se de que resolver conflitos juntos fortalece o relacionamento e melhora a conexão entre o casal.

Estabeleça Objetivos Comuns

Ter metas e sonhos em comum ajuda o casal a se manter alinhado. Eles podem ser pequenos, como planejar uma viagem, ou maiores, como economizar para comprar uma casa. O importante é que ambos estejam comprometidos com esses objetivos e trabalhem juntos para alcançá-los.

Estabelecer objetivos fortalece o senso de parceria e cria um propósito compartilhado.

Cuidado com a Saúde Mental e Emocional

Cuidar da saúde emocional individual é essencial para manter um relacionamento equilibrado. Estar bem consigo mesmo facilita a convivência e reduz a carga emocional sobre o parceiro.

Dicas para cuidar da saúde emocional:

  • Pratique a autocompaixão.
  • Busque apoio profissional, se necessário.
  • Mantenha uma rede de apoio fora do relacionamento.

Lembre-se de que é saudável buscar ajuda externa quando necessário. Terapia individual ou de casal pode ser uma ótima ferramenta para fortalecer a relação.

Surpreenda-se Constantemente

Evitar a monotonia é um desafio comum em relacionamentos longos. Pequenas surpresas, mudanças na rotina e novas experiências podem ajudar a manter o relacionamento vivo e interessante.

Sugestões para surpreender:

  • Planeje um jantar especial em casa.
  • Proponha uma atividade nova para fazerem juntos.
  • Escreva uma carta expressando seus sentimentos.

Essas atitudes reforçam o carinho e criam memórias positivas.

Conclusão

Construir um relacionamento saudável exige dedicação, paciência e amor genuíno. Comunicação clara, respeito, confiança e cuidado emocional são pilares fundamentais para uma relação equilibrada e feliz.

Lembre-se de que cada casal é único, e não existe um único caminho para o sucesso. O mais importante é que ambos estejam dispostos a crescer juntos, enfrentar desafios e celebrar as conquistas lado a lado.

Se você seguir essas dicas, estará no caminho certo para construir um relacionamento saudável e duradouro. Afinal, relacionamentos são como jardins: precisam ser cultivados e cuidados constantemente.

Terapia para Mulheres Tentando Engravidar Benefícios e Importância - Terapia para Tentantes - Psicóloga Fernanda Cernea

Terapia para Mulheres Tentando Engravidar: Benefícios e Importância

A jornada para a maternidade é um dos momentos mais significativos e, ao mesmo tempo, desafiadores na vida de muitas mulheres tentando engravidar. Para aquelas que estão tentando engravidar, essa fase pode ser marcada por uma mistura de esperança, frustração, ansiedade e uma infinidade de outras emoções. A terapia pode desempenhar um papel crucial para ajudar essas mulheres a enfrentarem as dificuldades emocionais e psicológicas associadas a essa experiência.

O Impacto Emocional de Tentar Engravidar

A pressão para engravidar pode vir de diferentes fontes: expectativas sociais, cobranças familiares ou até mesmo a própria autoexigência. Para muitas mulheres, o sonho de ser mãe é acompanhado por sentimentos de culpa, inadequação ou tristeza quando a gravidez demora a acontecer. Cada ciclo menstrual pode trazer um sentimento de perda, e as tentativas mal-sucedidas podem gerar um estresse emocional acumulado.

Além disso, questões médicas, como infertilidade ou condições de saúde que dificultam a concepção, podem intensificar o sofrimento. Mulheres que passam por tratamentos de fertilidade, por exemplo, frequentemente enfrentam altos níveis de estresse devido às incertezas, aos custos financeiros e aos efeitos colaterais dos medicamentos.

Como a Terapia Pode Ajudar Mulheres Tentando Engravidar

A terapia oferece um espaço seguro e acolhedor para que as mulheres expressem suas emoções sem julgamento. Trabalhar com um psicólogo especializado em saúde mental perinatal pode trazer diversos benefícios, incluindo:

  • Redução da Ansiedade e do Estresse: Técnicas como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ajudam a identificar e reestruturar pensamentos negativos, reduzindo a ansiedade e o estresse associados à tentativa de engravidar.
  • Fortalecimento da Autoestima: Muitas mulheres sentem que seu valor pessoal está atrelado à sua capacidade de engravidar. A terapia pode ajudar a desconstruir essa crença e a reforçar a autoestima.
  • Melhora dos Relacionamentos: O processo de tentar engravidar pode impactar os relacionamentos, especialmente com parceiros. A terapia pode auxiliar na comunicação e na resolução de conflitos, fortalecendo o vínculo do casal.
  • Preparar para os Desafios: Seja para lidar com a possibilidade de tratamentos de fertilidade, adoção ou até mesmo a aceitação de uma vida sem filhos, a terapia oferece suporte para enfrentar decisões importantes.
  • Gerenciamento da Culpabilidade: Algumas mulheres se sentem culpadas por não conseguirem engravidar ou por problemas de fertilidade no casal. Um terapeuta pode ajudar a trabalhar essas emoções, promovendo uma maior compreensão e autocompaixão.

Benefícios da Terapia em Diferentes Etapas

Antes de Iniciar as Tentativas

Antes de começar a tentar engravidar, a terapia pode ser útil para preparar emocionalmente as mulheres para os desafios que podem surgir. Este é um momento para trabalhar questões como o medo do fracasso, expectativas irreais e possíveis traumas relacionados ao passado que possam interferir no processo.

Durante as Tentativas

Durante o período de tentativas, a terapia pode oferecer suporte prático e emocional. Por exemplo, um terapeuta pode ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento para lidar com decepções mensais e ajudar a manter a perspectiva positiva.

Em Caso de Infertilidade ou Perda Gestacional

Se surgirem diagnósticos de infertilidade ou casos de perda gestacional, o suporte emocional se torna ainda mais essencial. A terapia oferece um espaço para processar o luto e explorar opções futuras sem pressão ou julgamento.

Terapia Individual, de Casal ou em Grupo

Diferentes formatos de terapia podem ser úteis dependendo das necessidades individuais:

  • Terapia Individual: Permite um trabalho mais profundo nas emoções e desafios pessoais.
  • Terapia de Casal: Ajuda a fortalecer o relacionamento e a alinhar expectativas e planos futuros.
  • Grupos de Suporte: Promove a troca de experiências e cria uma sensação de pertencimento ao compartilhar desafios comuns com outras mulheres ou casais.

O Papel da Psicologia Perinatal

A psicologia perinatal é uma área especializada que se concentra nos aspectos emocionais e psicológicos ligados à maternidade, incluindo o período pré-concepção. Profissionais dessa área estão preparados para lidar com as complexidades que envolvem a saúde mental de mulheres que estão tentando engravidar.

Esses psicólogos podem usar abordagens baseadas em evidências, como mindfulness, TCC, terapia de aceitação e compromisso (ACT) e terapia psicodinâmica, para ajudar as mulheres a navegar por essa fase de transição.

Cuidados com a Saúde Mental: Uma Parte Essencial da Jornada

Investir na saúde mental durante a tentativa de engravidar é tão importante quanto cuidar da saúde física. A terapia não apenas melhora o bem-estar emocional, mas também pode influenciar positivamente a saúde do corpo. Estudos sugerem que altos níveis de estresse podem interferir nos hormônios reprodutivos, afetando a fertilidade.

Quando Procurar Ajuda?

Se você está tentando engravidar e sente que as emoções estão se tornando difíceis de manejar, pode ser o momento de buscar ajuda profissional. Sinais como ansiedade constante, tristeza profunda, dificuldades no relacionamento ou sensação de desesperança indicam que a terapia pode ser benéfica.

Considerações Finais

A terapia é uma ferramenta poderosa para mulheres que estão tentando engravidar, ajudando-as a lidar com os desafios emocionais dessa jornada. Ao priorizar a saúde mental, é possível encontrar maior equilíbrio, bem-estar e resiliência durante essa fase.

Se você está passando por essa experiência, lembre-se de que não está sozinha. Buscar apoio emocional não é um sinal de fraqueza, mas um passo corajoso para cuidar de si mesma e se preparar para as próximas etapas da sua vida.

compulsão alimentar ou Comer Emocional - Sintomas e tratamentos - Psicóloga Especialista

Como identificar a compulsão alimentar e como é o tratamento?

Como identificar um episódio de compulsão alimentar?

Para que nós possamos entender o que é o Transtorno de Compulsão Alimentar, precisamos primeiro compreender o que é um Episódio de Compulsão Alimentar.

Então vamos lá, você sabe quais são as principais características que definem um episódio de Compulsão Alimentar?

1. Ingestão excessiva de alimentos em um curto período de tempo

A pessoa consome uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas consumiria (e maior até do que ela mesma consumiria) em uma situação semelhante, normalmente em um período de 2 horas.

O ato de comer ocorre de forma rápida, sem saborear os alimentos ou perceber quanto está comendo.

2. Sensação de perda de controle

Há uma sensação de “descontrole” durante o episódio, como se a pessoa estivesse comendo sem ser capaz de parar, mesmo que quisesse.

A pessoa sente que não consegue parar de comer, mesmo quando já está satisfeita ou fisicamente cheia.

3. Sentimentos de vergonha, culpa ou arrependimento após o episódio

Após o episódio de compulsão alimentar, a pessoa frequentemente sente-se envergonhada, triste, culpada ou arrependida por não ter conseguido controlar o impulso.

4. Comer em segredo ou esconder os alimentos

A pessoa pode sentir vergonha ou culpa sobre o que está fazendo e, por isso, prefere comer sozinha ou escondida.

Esconder os alimentos ou tentar disfarçar o consumo excessivo de comida é um comportamento comum durante esses episódios.

5. Ausência de comportamento compensatório (como purgação ou exercício excessivo)

Ao contrário de outros transtornos alimentares (como a bulimia nervosa, por exemplo), a compulsão alimentar não é seguida de comportamentos compensatórios, como vômito, uso de laxantes ou excesso de exercícios físicos.

6. Fatores emocionais e psicológicos

Muitas vezes o episódio de Compulsão Alimentar ocorre como uma forma da pessoa lidar com sentimentos difíceis, como estresse, ansiedade, tristeza, tédio ou raiva.

O que é o transtorno da Compulsão Alimentar?

Para que uma pessoa seja diagnosticada com o Transtorno da Compulsão Alimentar, não basta que ela apresente um único episódio, mas sim que ela venha apresentando nos últimos três meses, pelo menos um episódio de compulsão alimentar por semana.

Qual a diferença entre o “Transtorno de Compulsão Alimentar” e “Comer Emocional”?

Comer emocional pode ser definido como o comportamento de utilizar a comida para lidar com emoções, por exemplo, quando a pessoa está triste ou entediada e busca alguma comida para aliviar esses sentimentos.

Já o Transtorno da Compulsão Alimentar, como dissemos, deve necessariamente incluir a presença de episódios recorrentes de compulsão alimentar, trazendo grande sofrimento aos indivíduos que passam por esse problema.

Quais podem ser os impactos do Transtorno da Compulsão Alimentar na vida das pessoas?

A compulsão alimentar pode ter uma série de impactos profundos, afetando não apenas a saúde física, mas também a saúde mental, as relações sociais e até a vida profissional.

1. Impactos na Saúde Física

  • Ganho de peso e obesidade, frequentemente associados ao consumo excessivo de alimentos de baixo valor nutricional.
  • Aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardíacos e apneia do sono.

2. Impactos Psicológicos e Emocionais

  • Baixa autoestima, muitas vezes devido à insatisfação com o corpo.
  • Sentimentos de culpa, vergonha e autocrítica após os episódios de compulsão.
  • Associação com ansiedade e depressão, criando um ciclo vicioso entre emoções negativas e episódios de compulsão.

3. Impactos Sociais e Relacionais

  • Isolamento social: evitar situações sociais envolvendo comida por vergonha ou medo.
  • Estigmatização e discriminação, especialmente em culturas que valorizam corpos magros.

4. Impactos Profissionais e Econômicos

  • Dificuldades em compromissos sociais ou profissionais, prejudicando oportunidades de crescimento e networking.

Como é o tratamento para a compulsão alimentar?

O tratamento para o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando psicoterapia, acompanhamento nutricional e, em alguns casos, medicação.

compulsão alimentar ou Comer Emocional - Sintomas e tratamentos - Psicóloga Especialista Fernanda Cernea

1. Psicoterapia

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a identificar e mudar padrões de pensamento disfuncionais.
  • Terapia Dialética Comportamental (DBT): Focada na regulação emocional e estratégias para lidar com o estresse.

2. Aconselhamento Nutricional

  • Estratégias de alimentação consciente, ensinando o paciente a comer de forma mais atenta.
  • Organização de um plano alimentar equilibrado, evitando a sensação de privação.

3. Medicação

  • Em casos de comorbidades como ansiedade ou depressão, a medicação pode ser recomendada.

4. Estratégias de Enfrentamento e Prevenção de Recaídas

O paciente é treinado para se preparar para gatilhos emocionais e situações futuras, ajudando a evitar novos episódios.

Conclusão

A compulsão alimentar pode ter repercussões profundas na saúde física, emocional e social. Buscar ajuda profissional é crucial para interromper o ciclo da compulsão, melhorar a qualidade de vida e restaurar a saúde física e emocional.

Crise de pânico saiba o que é e como lidar se você tiver um ataque de pânico

Crise de pânico: saiba o que é e como lidar se você tiver um ataque de pânico

O que é o ataque de pânico

Um ataque de pânico, ou “crise de pânico” como também é conhecido, é um episódio súbito de medo intenso ou desconforto que atinge a pessoa sem aviso prévio e muitas vezes sem uma razão óbvia.
Durante esse episódio, o indivíduo vivencia uma série de sintomas físicos e emocionais que costumam ser muito intensos e desagradáveis e, muitas vezes, podem ser confundidos com uma emergência médica, como um infarto, por exemplo.
No entanto, os ataques de pânico são manifestações da ansiedade, e não de uma condição física séria. Apesar de serem muito desconfortáveis, eles não oferecem nenhuma ameaça à saúde física do indivíduo.

Quais são os sintomas mais comuns de um ataque de pânico?

Sintomas físicos:

  • Aceleração do batimento cardíaco (taquicardia)
  • Dificuldade para respirar (sensação de falta de ar ou sufocamento)
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Tremores ou abalos
  • Suor excessivo
  • Calafrios ou sensação de calor
  • Sensação de formigamento nas mãos, pés ou rosto
  • Dor ou desconforto no peito

Sintomas emocionais e cognitivos:

  • Medo de perder o controle ou de “enlouquecer”
  • Sensação de desconexão da realidade (despersonalização ou desrealização)
  • Medo de morrer
  • Sensação de que algo terrível está prestes a acontecer

Quanto tempo pode durar um ataque de pânico?

O ataque de pânico normalmente dura entre 5 e 20 minutos, mas a sensação de angústia pode permanecer por um período maior, até mesmo por um dia inteiro, já que a pessoa pode ficar ansiosa com a possibilidade de ter outro ataque.
Depois da crise, a pessoa pode se sentir exausta e sentir que não voltou “ao seu normal” por várias horas.

Qual é a diferença entre Ataque de Pânico e Síndrome de Pânico?

Existem diferenças importantes entre um episódio isolado de “ataque de pânico” e a “síndrome do pânico”.

Ataque de pânico

É um episódio isolado de medo intenso ou desconforto, que ocorre repentinamente. Os sintomas incluem aceleração do coração, falta de ar, tremores, sensação de que vai morrer ou “enlouquecer”.

Síndrome do Pânico

É um distúrbio crônico e recorrente de ansiedade que envolve a ocorrência frequente de ataques de pânico. A pessoa apresenta preocupação constante sobre ter outro ataque ou evita situações em que isso possa ocorrer.

Características principais da Síndrome do Pânico:

  • Ataques recorrentes: Ocorrência de ataques de pânico frequentes e inesperados.
  • Preocupação persistente: Medo constante de ter novos ataques, levando a comportamentos de evitação.
  • Impacto na vida diária: Interferência significativa na qualidade de vida da pessoa.
  • Possível desenvolvimento de agorafobia: Medo de lugares ou situações das quais seria difícil escapar.

Quais são as principais causas para um ataque de pânico?

Os ataques de pânico podem ocorrer sem aviso e sem uma causa clara. No entanto, geralmente envolvem uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais.

Principais causas e gatilhos:

  1. Predisposição Genética: Histórico familiar de transtornos de ansiedade.
  2. Disfunções Neurobiológicas: Alterações em neurotransmissores como serotonina e dopamina.
  3. Estresse e Pressões da Vida: Mudanças significativas, responsabilidades excessivas ou situações traumáticas.
  4. Ansiedade Generalizada: Pessoas com TAG têm maior propensão a ataques de pânico.
  5. Fobias Específicas: Como medo de lugares fechados ou multidões.
  6. Hiperventilação: Respiração rápida e irregular pode agravar os sintomas.
  7. Comportamentos de Evitação: Evitar situações por medo de novos ataques cria um ciclo vicioso.
  8. Uso de Substâncias: Cafeína, álcool e drogas recreativas podem aumentar o risco.
  9. Traumas ou Experiências Passadas: Situações traumáticas podem desencadear ataques.
  10. Fatores Psicossociais: Pressão social, conflitos familiares ou ambientes disfuncionais.

O que fazer durante uma crise de pânico?

Durante uma crise, é importante adotar estratégias para reduzir a intensidade do ataque.

O que fazer durante uma crise de pânico?

1. Foque na Respiração

  • Respiração diafragmática: Inspire profundamente pelo nariz, segure por 2 segundos e expire lentamente pela boca.
  • Respiração 4-7-8: Inspire por 4 segundos, segure por 7 e expire por 8 segundos.

2. Reconheça que é uma Crise de Pânico

Diga para si mesmo: “Isso é temporário e não vai me machucar.”

3. Encontre um Lugar Seguro e Confortável

Procure um espaço tranquilo para se sentir mais seguro.

4. Use a Técnica de “Ancoragem”

Descreva 5 coisas que vê, 4 que pode tocar, 3 que pode ouvir, 2 que pode cheirar e 1 que pode provar.

5. Movimente-se Suavemente

Caminhar lentamente pode ajudar a reduzir a energia nervosa acumulada.

6. Foque no Aqui e Agora (Mindfulness)

Observe suas sensações físicas sem tentar mudá-las e aceite os sentimentos sem julgá-los.

7. Use Afirmações Positivas

Repita frases como “Isso vai passar em breve” e “Estou seguro, não estou em perigo.”

8. Evite a Evitação

Tente permanecer no local onde está, enfrentando a situação.

9. Fale com Alguém

Converse com alguém de confiança para compartilhar o que está sentindo.

10. Procure Ajuda Profissional

Se os ataques se tornarem frequentes, busque um profissional de saúde mental. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é altamente eficaz.

Ansiedade em adolescentes - Tratamento Ansiedade Adolesentes - Psicóloga Especilista

Ansiedade em adolescentes

A adolescência

A adolescência é o período que compreende as idades entre 12 e 18 anos. Durante esses anos, o indivíduo vai passar por uma série de transformações significativas, que costumam afetar o corpo, a mente e o comportamento.

Entre as principais mudanças estão:

  1. Mudanças Físicas: como por exemplo as alterações hormonais que levam ao desenvolvimento sexual, crescimento rápido em altura e peso, mudanças corporais)
  2. Transformações Emocionais: busca de uma nova identidade, experimentam emoções intensas, buscam por maior autonomia em relação aos pais e cuidadores
  3. Mudanças Sociais: maior importância da influência das amizades, pressão para pertencer a algum grupo, o início do interesse nos relacionamentos sexuais e românticos.
  4. Mudanças Cognitivas: desenvolvimento da capacidade de pensar de forma crítica, maior capacidade de planejamento e resolução de problemas
  5. Mudanças Acadêmicas: aumento da carga de trabalho escolar, o que pode gerar estresse e ansiedade.

Todas essas transformações podem ser bastantes desafiadoras, e é normal que os adolescentes sintam ansiedade ou confusão durante esse período. O apoio de pais, educadores e profissionais de saúde mental é crucial para ajudá-los a navegar por essas mudanças.

Ansiedade normal e ansiedade patológica durante a adolescência:

Antes de pensarmos em como lidar com a ansiedade em adolescentes e quais são os tratamentos, é importante destacarmos que a ansiedade nem sempre é um problema.

Ansiedade normal

A ansiedade é uma resposta natural e importante do nosso organismo. Ela aparece em situações desafiadoras gerando medo e preocupação e nos motivando para nos prepararmos para resolver essas situações.

A ansiedade natural costuma ser temporária e se dissipa após a situação estressante como, por exemplo, provas escolares ou apresentações. O adolescente consegue continuar suas atividades normais, como ir à escola e socializar.

A diferença entre ansiedade natural e ansiedade patológica em adolescentes reside na intensidade, duração e impacto sobre a vida cotidiana.

Ansiedade Patológica

O que caracteriza a ansiedade patológica é que a resposta costuma ser desproporcional à situação, podendo causar um nível intenso de medo ou preocupação que parece incontrolável e causa muito sofrimento.

A ansiedade patológica é persistente, durando semanas ou meses, mesmo na ausência de um agente estressor que justificaria uma ausência tão intensa.

Ela interfere nas atividades diárias, como desempenho escolar, relacionamentos e bem-estar geral. O adolescente pode acabar evitando situações sociais ou escolares, o que pode levar ao isolamento.

Quando os pais percebem que o adolescente está passando por um momento de muita ansiedade, é importante buscar ajuda, não só para ele, mas também para a família, para que todos aprendam a lidar com esse momento da vida do adolescente.

Ansiedade em adolescentes - Tratamento Ansiedade Adolesentes - Psicóloga Especilista - Psicóloga Fernanda Cernea
Ansiedade em adolescentes – Psicóloga Especilista fernanda Cernea

Principais sinais de alerta de que o adolescente está passando por um momento de ansiedade:

  • Apresenta preocupação constante com temas variados
  • Está sempre em estado de alerta e mostra-se muito tenso em vários momentos
  • Evita situações sociais ou outras situações que tem medo
  • Isolamento social
  • Desregulação emocional
  • Alteração no sono (falta ou excesso de sono)
  • Mudanças no desempenho escolar
  • Queixas físicas constantes como, por exemplo, dores de cabeça, dor no estômago, aperto no peito, coração disparado
  • Queixas emocionais: angústia, medo, tristeza.

Como lidar e tratar a ansiedade em adolescentes:

Muitas vezes lidar com a ansiedade na adolescência pode ser algo bem desafiador para os pais já que abordar o assunto costuma ser um trabalho delicado e difícil.

Os adolescentes podem ter dificuldade em se abrir com os pais e em aceitar que estão enfrentando problemas. Costuma ser desafiador olhar para os seus sentimentos, para as suas fragilidades e falar com os pais sobre sobre medos, sobre serem excluídos do círculo social, sensações de inadequação, etc.

Por isso, os pais devem tentar promover um ambiente, acolhedor e principalmente sem julgamentos, para que aos poucos os adolescentes possam se sentir seguros para expressarem os seus sentimentos.

Os pais também podem explicar o que é ansiedade e quando ela deixa de ser natural e se torna algo que requer tratamento. Incentivar a busca por ajuda profissional é um passo fundamental, bem como saber que é mais fácil superar a ansiedade com apoio dos pais, amigos e profissionais.

Conjunto de estratégias para lidar com a ansiedade:

  1. Educação sobre ansiedade: Explicar ao adolescente o que é a ansiedade e que ela pode ser tratada a partir de um conjunto de estratégias
  2. Comunicação aberta: Colocar-se sempre disponível para ouvir as preocupações dos adolescentes sem julgamentos
  3. Sentimentos: Validar os sentimentos dos adolescentes, afirmando que são reais, verdadeiros e importantes
  4. Técnicas de Relaxamento: Essas técnicas auxiliam a acalmar o corpo em momentos de crise
  5. Meditação Mindfulness: É uma técnica muito importante que ajuda a reduzir a ansiedade e ensina o adolescente a manter os seus pensamentos no momento presente
  6. Atividade Física: Liberam neurotransmissores que são substâncias químicas produzidas pelo nosso cérebro que ajudam a melhorar o humor e a ansiedade
  7. Estabelecer Rotinas: Ter uma rotina bem definida ajuda na sensação de segurança, previsibilidade e controle
  8. Dieta e sono Equilibrado: Ambos têm grande influência no bem estar emocional
  9. Terapia: A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz que ajuda os adolescentes a identificar e modificar pensamentos distorcidos e comportamentos relacionados à ansiedade, além de ensinar também a lidarem com sentimentos e a desregulação emocional.

Como é a terapia para Ansiedade na Adolescência?

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada a abordagem mais eficaz para tratar a ansiedade em adolescentes.

Nessa terapia é focada a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e o paciente consegue, através das conversas e das técnicas, identificar quais são os aspectos que estão contribuindo para aumentar e manter a sua ansiedade.

Aqui estão os principais aspectos de como funciona a TCC para adolescentes com ansiedade:

  1. Identificação de Pensamentos Negativos: O terapeuta ajuda o adolescente a identificar pensamentos automáticos negativos que podem contribuir para a ansiedade, como “eu vou falhar” ou “ninguém gosta de mim”. O adolescente aprende a questionar a veracidade e a utilidade desses pensamentos, buscando evidências que os contradigam.
  2. Reestruturação Cognitiva: Após identificar os pensamentos negativos, o adolescente é orientado a substituí-los por pensamentos mais realistas e positivos.
    O terapeuta pode sugerir exercícios para praticar essa reestruturação fora das sessões, ajudando a reforçar novos padrões de pensamento.
  3. Exposição Gradual: Para tratar a ansiedade, especialmente em casos de fobias ou ansiedade social, a TCC utiliza a exposição gradual a situações que causam medo.
    A técnica da dessensibilização também ajuda o adolescente a enfrentar os seus medos de forma controlada e segura, ajudando a reduzir a ansiedade.
  4. Desenvolvimento de Habilidades de Enfrentamento: O terapeuta ensina métodos de relaxamento, como respiração profunda e mindfulness, que podem ser usados em momentos de ansiedade. Também são desenvolvidas para ajudar o adolescente a lidar com desafios de forma eficaz.
  5. Mudança de Comportamentos Comportamentos Positivos: A TCC também se concentra na promoção de comportamentos positivos, como socializar mais, participar de atividades que o adolescente gosta e manter uma rotina saudável.
  6. Envolvimento dos Pais: em alguns casos, os pais são envolvidos nas sessões, aprendendo como apoiar o adolescente e reforçar as estratégias aprendidas.

Benefícios da TCC

A terapia fornece ferramentas práticas que os adolescentes podem usar ao longo da vida, ajudando-os a enfrentar desafios emocionais de maneira mais eficaz.

Essa abordagem não só ajuda a reduzir a ansiedade, mas também promove o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento que serão valiosas em diversas situações futuras.

Quando Buscar Ajuda Profissional

Se a ansiedade estiver interferindo significativamente na vida do adolescente, é importante buscar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra especializado em adolescentes. O tratamento pode incluir terapia e, em alguns casos, medicação.

A combinação dessas abordagens pode ajudar o adolescente a gerenciar a ansiedade e promover um ambiente de apoio e compreensão.

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