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Perguntas e Respostas

É muito comum para algumas pessoas comer em maior quantidade quando estão ansiosas, tristes ou estressadas.

Esse comportamento tem algumas causas e a sua origem reside na primeira infância quando ainda somos bebês. O recém-nascido sente fome, frio e desamparo, sentimentos que são imediatamente cessados quando mãe o pega e dá o peito para amamenta-lo. Quando isso acontece, o bebê se acalma e sente que tudo está bem novamente. Desta maneira, a associação entre “comida” e “conforto” é construída desde muito cedo e é uma estratégia utilizada pelo nosso cérebro para diminuir qualquer tipo de desprazer que o sujeito esteja sentindo.

Na fase adulta, o comportamento de comer induzido por emoções (na ausência de fome fisiológica) é denominado “comer emocional”. Esse não é um termo médico ou científico, mas é como é conhecido esse comportamento. Trata-se de usar a comida para lidar com emoções, normalmente ruins, como raiva, tristeza, medo, tédio, etc e em alguns casos menos frequentes, para lidar com emoções boas também. O comer emocional pode ser tratado em terapia e o tratamento consiste em buscar melhores estratégias para lidar com o sofrimento, que não seja comendo. Há uma frase muito famosa que explica essa ideia: “Emoção assumida não vira comida”.

Outra razão tem a ver com as substâncias que são liberadas em nosso organismo quando estamos estressados. Em curto prazo, o estresse faz o cérebro produzir corticotropina, um hormônio que suprimi o apetite, mas se o estresse persiste, as glândulas adrenais produzem cortisol, que aumenta o apetite. Por isso quando estamos em um período da vida em que estamos estressados, o nosso apetite aumenta e tendemos a comer mais. O cortisol também desregula o controle de apetite e acelera a multiplicação das células de gordura.

No caso do aumento de apetite decorrido do estresse e liberação de cortisol, uma boa dica é praticar a meditação mindfulness, que contribui para a dimuição da secreção desse hormônio. Outra possibilidade é trabalhar em terapia os seus problemas, podendo resolvê-los ou quem sabe ressignificá-los.

 

O estresse faz com que o cérebro receba uma mensagem de ameaça. Por isso, aumenta a produção dos hormônios adrenalina e cortisona, que diminuem a queima de calorias. O cortisol desregula o controle de apetite e acelera a multiplicação das células de gordura

Não é porque você tem vontade de comer doce,  come mais do que gostaria em alguns momentos, ou não aguenta fazer aquela dieta da revista, que  você tem compulsão alimentar. Nas situações acima, o Transtorno Alimentar pode estar presente, mas não são estas as situações que determinam a presença ou ausência da doença.

O Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) é um distúrbio do comportamento alimentar e tem características  especificas para ser diagnosticado como tal.

O portador do TCA apresenta episódios de compulsão alimentar, que consistem em comer, descontroladamente e em um curto intervalo de tempo, uma quantidade de comida superior a normal (comparado ao que é normal para o próprio paciente). Esses episódios ocorrem com uma frequência mínima de uma vez por semana nos últimos três meses e tem por característica apresentar a perda de controle  e um comer voraz, impulsivo.

Esses episódios podem ocorrer a qualquer momento do dia, incluindo os horários das próprias refeições, o período entre elas, ou o meio da noite. Depois dos episódios compulsivos há a plena certeza de que houve um descontrole e normalmente surgem sentimentos de culpa, arrependimento, sensação de mal estar físico ou psicológico.

O tratamento para o TCA inclui terapia psicológica,  terapia nutricional e avaliação psiquiátrica. Os episódios de compulsão estão ligados a uma dificuldade em lidar com as situações e sentimentos que aparecem, portanto, é parte essencial do tratamento cuidar das emoções, das habilidades sociais e das relações.

É importante saber que o TCA tem tratamento e deve ser buscado o mais rápido possível uma vez identificados os sintomas acima mencionados.

Depois de décadas e décadas, milhares de tipos de dietas foram inventadas, das mais conservadoras até as mais exóticas.  Apesar disso, o que vemos é que a população mundial está engordando. Se você está lendo isso, acredito que já tenha experimentado algumas delas também. Essa contradição nos faz entender que dietas restritivas e seletivas (aquelas na qual se restringe um grupo de alimentos ou que o indivíduo passa fome) não funcionam a longo prazo. As pessoas podem até perder peso no ínicio (claro, se não comemos a consequência é o emagrecimento), mas na grande maioria da vezes acabam recuperando o peso depois de algum tempo.

As dietas restritivas e seletivas só são recomendadas em casos de estabilização de doenças crônicas, tais como a hipertensão e diabetes ou para o controle de algumas doenças, como por exemplo a doença celíaca. Mas esses casos são as exceções e não a maioria da população.

A autoestima pode ser definida como a forma como enxergamos a nós mesmos. É a valorização e a confiança que temos em nós. A nossa auto-estima é refletida nas situações em que nos colocamos e nas decisões que tomamos para nós mesmos.

Ela começa a ser construída desde a infância, a partir da relação com os nossos pais, familiares, professores e colegas na escola, e vai se formando durante toda a nossa vida. Ela pode ser mais positiva ou negativa, é uma avaliação subjetiva.

Os principais sintomas de falta de Autoestima são:

INSEGURANÇA, EXCESSO DE AUTOCRÍTICA, INTOLERÂNCIA À FRUSTAÇÃO, TENDÊNCIA A RELACIONAMENTOS DESTRUTIVOS, PERMISSIVIDADE, DIFICULDADE EM ACEITAR ELOGIOS, SENTIMENTO DE INFERIORIDADE E NECESSIDADE DE AUTOAPROVAÇÃO.

 Apesar de ser construída inicialmente nos primeiros anos de vida, a autoestima pode ser recuperada em qualquer idade. A partir de novas e boas escolhas, e modificando a nossa maneira de pensar sobre nós mesmos, podemos elevar a nossa autoestima. Na terapia, identificamos os pontos em que nos auto-depreciamos e aprendemos a fazer movimentos mais positivos que acabam por elevar a nossa confiança e a nossa autovalorização

Esse é um assunto muito delicado e importante. A grande maioria das mulheres (e cada vez mais homens) sentem-se insatisfeitos com os seus corpos. Essa questão é responsável por trazer muito sofrimento para as pessoas, além de influenciar outras esferas da vida, como na relação com a comida e com os outros.

Em uma recente pesquisa, descobriu-se que 93% das mulheres do mundo estão insatisfeitas com os seus corpos. Os motivos para esse fato são complexos, mas entre eles está a existência de um padrão de beleza inatingível que nos incentiva a perceber apenas os aspectos negativos do nosso físico, deixando-nos profundamente infelizes com a nossa imagem.

Para sermos mais satisfeitos com o nosso corpo é importante que aprendamos a gostar dele. A felicidade não depende propriamente da aparência, mas sim do fato de nos sentirmos bonitos ou bem com o corpo que temos.

Em terapia utilizamos várias técnicas para que o paciente possa aprender a valorizar o que tem de bom, cuidar da sua saúde, parar de se comparar com outros e assim aprender a gostar de si e do seu corpo.

É comum ouvirmos conselhos direcionados às pessoas que tem dificuldades com a comida e com o peso. Normalmente esses conselhos dizem para as pessoas serem mais disciplinadas e terem mais “foco e força” pois dessa maneira, vão conseguir resolver os seus problemas. Contudo, vemos que esses conselhos pouco ajudam as pessoas que tem dificuldade, pelo contrário, eles aumentam a ansiedade frente aos problemas.

 COMER é um processo extremamente complexo. A comida não serve somente para nos nutrir, ela envolve aspectos emocionais, sociais, culturais, políticos, sensoriais e é também uma das principais fontes de prazer do ser humano. Por isso, dificuldades ligadas à comida, não são simples de serem resolvidas e elas não são falta de disciplina ou sinônimo de fraqueza. Elas envolvem aspectos mais profundos e mais amplos da vida do sujeito.

Falar da relação com a comida significa falar das nossas emoções, do  significado da comida em nossa vida, de como nos relacionamos com os outros e com nós mesmos, de como é a nossa rotina, o nosso auto-cuidado, nossa auto-estima,  nossas crenças e nossa cultura, de como fazemos as nossas escolhas alimentares, enfim,  há uma ampla gama de aspectos complexos que devem ser observados para que possamos melhorar a nossa relação com a comida.

Na terapia, nós mergulhamos em todos esses aspectos com o objetivo que o paciente consiga identificar e compreender todas as questões que estão ligadas à suas dificuldades em relação ao seu corpo e à sua alimentação. A partir daí, fica mais fácil traçarmos estratégias em busca de uma melhor relação com o corpo e com a comida.

Sentir ansiedade não significa ter uma doença. Em graus moderados ela é uma reação natural do corpo ao estresse e por isso faz parte da vida de qualquer ser humano. Podemos ficar ansiosos quando temos uma apresentação no trabalho ou na escola no dia seguinte, quando estamos sendo avaliados, quando estamos esperando alguma resposta ou em muitas outras situações. A ansiedade pode ser entendida como um mecanismo evolutivo presente em todos nós que nos auxilia a detectar o perigo e adotar as medidas necessárias para lidar com ele. A ansiedade em seu estado normal é saudável pois nos prepara para as situações emergenciais e também  nos impulsiona para realizarmos projetos  e planejarmos o futuro. O que se torna alarmante é o excesso de ansiedade ou de medo frente a certas situações que em tese não necessitariam tais reações.

Se por algum motivo esse recurso adaptativo estiver desregulado, ele faz com que a pessoa sinta que está correndo perigo mesmo sem de fato estar. Nessas situações a pessoa começa a apresentar uma série de sintomas psicológicos e físicos que serviriam para prepará-la para um momento emergencial. Contudo, sem estar diante de nenhuma ameaça, a pessoa sente um grande mal estar, na forma de uma ansiedade com intensidade, persistência e frequência desproporcionais causando sofrimento e prejuízo ao desempenho social e/ou profissional.

Os transtornos de Ansiedade fazem com que as pessoas tenham pensamentos negativos, sintam emoções ruins e sintam também uma série de sintomas físicos que podem prejudicar a vida social e a rotina. A intensidade do sintoma físico pode variar de pessoa para pessoa, mas em muitos casos os sintomas são tão intensos que podem fazer a pessoa buscar atendimento médico emergencial por pensar que se trata de algum problema cardiovascular ou outra doença física.

Sim, o tratamento consiste em psicoterapia, mudança de estilo de vida e em alguns casos é necessário também o tratamento medicamentoso.

A psicoterapia é uma grande aliada no tratamento dos transtornos de ansiedade, e tem mostrado ótimos resultados na redução dos sintomas e controle dos gatilhos que causam a ansiedade. 

Os remédios para a ansiedade mais usados pertencem à classe dos ansiolíticos. Os antidepressivos também podem ser usados, eles agem na regulação da comunicação entre os neurônios.

Ótimos aliados para o tratamento dos Transtornos de Ansiedade são: exercícios físicos, alimentação saudável e balanceada, momentos de lazer e meditação. Eles não excluem a necessidade de fazer psicoterapia mas podem ajudar a diminuir ou evitar o tempo de uso de medicamentos e definitivamente ajudam a melhorar os sintomas da ansiedade, bem como ajudam a prevenir crises futuras.

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