Aprender a Gostar do Meu Corpo

Aprender a gostar do meu corpo

Antes de eu te dar algumas dicas valiosas para você aprender a gostar mais do seu corpo, quero deixar claro que “gostar do corpo” não é a mesma coisa que “ter um corpo dentro do padrão de beleza”.

Gostar mais do seu corpo é entender que ele não é perfeito mas mesmo assim pode ser bonito e funcional.

 Isso não significa que não podemos querer mudá-lo, deixá-lo com uma aparência que nos agrade mais, nós podemos transformar o nosso corpo se quisermos. Mas não podemos pensar que só vamos começar a gostar dele se (e quando) ele tiver a aparência que é considerada ideal pelo padrão de beleza. Até porque, se pararmos para pensar, quase nenhuma pessoa tem um corpo dentro do padrão de beleza, não é mesmo? Até as modelos e atrizes tem seus corpos modificados pelos programas de edição de imagem, então, se quase ninguém consegue alcançar esse padrão, acho que podemos começar a pensar que não somos nós que estamos errados, e sim o próprio padrão de beleza.

Aprender a gostar do corpo é uma tarefa muito mais interna do que externa. É um processo que inclui algumas etapas e a primeira delas é entender profundamente qual é a relação que você estabelece hoje com o seu corpo.

  • Como você cuida do seu corpo?
  • Qual valor você atribui ao seu corpo?
  • Quais aspectos você foca quando olha para o seu corpo?
  • Com quem você se compara?
  • Como você se relaciona com o tamanho e com a forma do seu corpo?stoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida.
Aprendendo a Gostar do Meu Corpo

Quando nós paramos para observar profundamente a nossa relação com o nosso corpo, percebemos que muitas vezes nós acabamos concentrando os nossos pensamentos em vários aspectos que no final das contas só nos fazem ficar mais insatisfeitos com a nossa aparência.

Se mudarmos a maneira como pensamentos sobre o nosso corpo e como nos relacionamos com ele, muito provavelmente nós vamos gostar mais dele.

Gostar mais do seu corpo é a mesma coisa que dizer MELHORAR A SUA IMAGEM CORPORAL

Mas antes de sabermos o que podemos fazer para melhorar a nossa imagem corporal, precisamos entender o que é a tal da imagem corporal:

O que é a imagem corporal?

Imagem corporal é a representação mental que cada indivíduo faz de seu próprio corpo, ou seja, é como o indivíduo se percebe e se sente em relação ao seu corpo. A percepção do próprio corpo, as atitudes, os sentimentos, as crenças, as sensações e os comportamentos relativos ao corpo são algumas das facetas relacionadas ao fenômeno da imagem corporal.

Existem duas bases que constituem a construção da imagem corporal em cada indivíduo, são elas:

BASE NEUROLÓGICA

É a percepção corporal construída a partir de sentidos externos (audição, tato, visão, paladar) e os sentidos internos (músculos, articulações). O indivíduo entende que tem um corpo porque, por exemplo, ele o vê, o toca e consegue controlar o movimento de suas partes.

BASE PSICOLÓGICA

É a influência das experiências de vida e da cultura na representação mental que cada indivíduo tem de seu corpo. A maneira como a pessoa se sente em relação ao seu corpo é influenciada, por exemplo, pelas experiências junto à família, os comentários que recebe na escola, as imposições dos padrões de beleza na sociedade, entre outros fatores.

A imagem corporal começa a ser construída desde muito cedo na infância. Do ponto de vista neurológico, até a adolescência o indivíduo já terá a sua auto-imagem desenvolvida. Contudo, ela será constantemente transformada de acordo com as mudanças corporais (por exemplo ganho ou perda de peso) ou de acordo com vivências e experiências da vida de cada pessoa.

Assim sendo, a imagem corporal pode ser mais positiva, ou seja, gerar sensações de satisfação e bem estar, ou pode ser mais negativa, gerando sentimentos de incômodo ou insatisfação relacionadas ao tamanho, forma e aparência de uma forma geral relacionadas ao corpo.

Influencia da cultura na Imagem corporal e na auto-estima

A preocupação com a boa forma e a beleza acompanha a humanidade, em todas as épocas, sempre existiu um padrão de corpo a ser seguido. Contudo, nos dias de hoje, o culto ao corpo perfeito recebe uma importância central na sociedade e o “padrão de beleza” revela-se como um fator de inclusão e exclusão social, fenômeno este, que recebe forte influência dos meios de comunicação. Dessa forma, o corpo magro é aquele que se deseja ostentar e o corpo gordo é alvo de discriminação, exclusão e preconceito. Como consequência, a valorização da magreza e a pressão para emagrecer geram uma preocupação excessiva com o corpo e um pavor de engordar.

A partir de todos os fatores mencionados acima, não é difícil imaginar que nos dias de hoje existe um número imenso de pessoas preocupadas e insatisfeitas com a forma e o tamanho de seus corpos e o quanto essa preocupação exerce um papel de centralidade em suas vidas. De maneira geral, uma imagem negativa do corpo pode interferir em vários âmbitos da vida do indivíduo, entre eles diminuir a autoestima, provocar ansiedade nas relações sociais, acarretar dificuldades nas relações sexuais, estar ligado à depressão e causar transtornos alimentares.

Mas afinal, o que eu posso fazer para gostar mais do meu corpo?

Agora que entendemos muito bem o que é a IMAGEM CORPORAL, vou te dar algumas dicas de como deixar a sua imagem corporal mais positiva, ou seja, como gostar mais do seu corpo.

  1. Aprecie também todas as coisas que o seu corpo pode fazer, por exemplo, ele tem duas pernas para andar e/ou dois braços para trabalhar, inteligência para aprender. Isso também deve ser valorizado, não só a aparência.

     

  2. Aprecie também todas as coisas que o seu corpo pode fazer, por exemplo, ele tem duas pernas para andar e/ou dois braços para trabalhar, inteligência para aprender. Isso também deve ser valorizado, não só a aparência.

  3. Diminuir a supervalorização do corpo em detrimento de outras áreas da vida: se o corpo ocupa um lugar central nos seus pensamentos, as variações de peso ou forma podem gerar muito impacto e sofrimento para você. É, portanto, importante equilibrar as preocupações, trazendo relevância para outros aspectos da vida tais como o trabalho, as amizades, os hobbies, entre outros. Aprender a não se avaliar somente a partir do peso e da forma do corpo é muito importante nesse processo. Um exemplo de um pensamento assim seria “não estou com a forma do peso que eu gostaria de estar, mas por outro lado eu estou muito satisfeito com a minha promoção no trabalho e porque marquei uma viagem com os meus amigos para o final de semana”

  4. Desenvolver um olhar crítico frente aos conteúdos oferecidos pela mídia: pesquisas apontam que o padrão de beleza propagado pela mídia gera nas pessoas um sentimento negativo em relação ao seu próprio corpo. Ao assistir esses conteúdos é importante lembrar que eles divulgam a ideia de que só existe um tipo de beleza, (que normalmente está associado a uma magreza quase inalcançável para a maioria das pessoas). Busque escolher programas de TV, filmes, livros e revistas que investem em um olhar sobre a diversidade, o respeito aos corpos e a ideia de que existe beleza em diferentes tipos de corpos, evitando, portanto, o consumo das mídias que reforçam o padrão de beleza.

  5. Modificar os pensamentos em relação ao corpo: alimentar convicções e pensamentos equivocados sobre a aparência corporal acarreta em sofrimento emocional. Entre esses pensamentos equivocados, posso citar como exemplo “pessoas magras são mais felizes”, “preciso ter o corpo perfeito para me sentir bem”, “a aparência física de alguém mostra uma parte de seu valor” ou “o único jeito de eu gostar da minha aparência é modificando-a”. Identificar e modificar tais pensamentos por sua vez, trarão segurança e bem-estar para você. Se você tem dificuldade para identifica-los e modifica-los, eu posso te ajudar.

  6. Não compare a sua aparência com a de outros. Se comparar com os outros (e principalmente com pessoas consideradas dentro do padrão de beleza) gera uma sensação de inferioridade e uma imagem corporal negativa, ao passo que se você focar nos seus aspectos positivos, isso irá gerar uma relação mais positiva com o seu corpo.

  7. Buscar atitudes de autocuidado: dedicar alguns momentos do dia para o autocuidado geram uma relação positiva com o corpo. Entre os comportamentos de autocuidado estão, por exemplo: se vestir com roupas ou adereços que valorizam as partes do corpo que você gosta e fazer rituais de beleza que fazem você se sentir mais bonito. Busque também atividades prazerosas como por exemplo: ler um livro, ouvir uma música, andar de bicicleta, cultivar amizades e planejar um passeio ou uma viagem. O fato de dedicar algum tempo a si mesmo, faz com que você melhore a imagem que tem do seu corpo e passe a gostar mais dele.

  8. Praticar exercícios físicos regularmente. Estudos mostram que a prática regular de exercícios pode auxiliar na melhora da autoimagem. É preciso contudo, que esses exercícios sejam realizados com o propósito de  sentir-se bem. (ou seja, numa abordagem intuitiva e de autocuidado). O exercício físico não pode ser entendido exclusivamente como uma forma de eliminar calorias, pois nessa abordagem, o exercício físico estaria representando um sintoma ou um fator de risco para o desenvolvimento de um transtorno alimentar.
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