Como reconhecer o transtorno de compulsão alimentar?

por em Compulsão Alimentar 10 de junho de 2019

Muitas pessoas ficam em dúvida se o seu comportamento alimentar ou as suas dificuldades de controlar a ingestão de alimentos podem ser consideradas um transtorno da compulsão alimentar . Por isso, é preciso esclarecer que  qualquer exagero ou descontrole com a alimentação não pode ser confundido com o diagnóstico de um transtorno alimentar. Dessa maneira, “comer por gula”, comer por ansiedade, sair da dieta, ter vontade de comer doce ou mesmo comer em exagero, nenhum desses comportamentos é sinônimo de ter um TCA.

           O TCA tem características e critérios bem definidos e para ser considerado um transtorno de compulsão alimentar precisam haver os episódios de compulsão alimentar. Nesses episódios, o indivíduo come grandes quantidades de alimentos (normalmente de forma rápida e em maior quantidade se comparada ao que o mesmo indivíduo comeria em período similar), enquanto experimenta uma perda de controle seguida de sentimentos de vergonha ou culpa. Assim, na grande maioria das vezes, o indivíduo come sem fome, ou continua comendo mesmo quando já está satisfeito até se sentir desconfortável. Muitas vezes a pessoa come escondido para que os outros não vejam a quantidade que está ingerindo.

Para ser considerada uma patologia, os episódios de compulsão não precisam acontecer todos os dias, assim, o TCA já pode ser caracterizado quando os episódios de compulsão alimentar ocorrerem em uma frequência de pelo menos uma vez por semana por pelo menos três meses.

Quando procurar ajuda?

A lista a seguir relata alguns comportamentos ou dificuldades que indicam que o indivíduo precisa procurar ajuda de um profissional especialista. Esse pode ser um médico psiquiatra, um psicólogo ou um nutricionista, mas que seja, de preferência, especialista em Transtornos Alimentares, para que saiba corretamente diagnosticar a doença (no caso do médico) e manejar adequadamente o tratamento (no caso da equipe multiprofissional).

  • Incapacidade de parar de comer ou controlar o que está comendo mesmo sem estar com fome.
  • Comer rapidamente grandes quantidades de comida, mais rápido do que você mesmo comeria em outras situações.
  • Comer mesmo quando está “cheio” ou sem fome.
  • Comer escondido por vergonha que outros vejam a quantidade que você está comendo.
  • Sentir estresse, tensão ou sofrimento que só são aliviadas pelo ato de comer.
  • Sentir vergonha sobre o quanto está comendo porque os outros vão achar que é uma quantidade muito grande.
  • Sentir que as vezes não percebe que está comendo, que come como se estivesse “no piloto automático” e que só nota depois que comeu uma grande quantidade.
  • Sentir culpa, angustiado ou triste depois de comer grandes quantidades.
  • Pensar em comida na maior parte do seu dia, tentar parar de pensar nisso mas não conseguir.
  • Muita dificuldade para controlar o peso e os hábitos alimentares.

Vale dizer que mesmo que o indivíduo não receba o diagnóstico de TCA, ele pode mesmo assim vivenciar sofrimento no que diz respeito à sua relação com a comida ou a sua relação com o seu corpo.  Nesses casos o paciente também pode procurar ajuda, pois mesmo sem haver a presença do transtorno alimentar, o sofrimento pode ser intenso e o indivíduo pode se beneficiar de uma ajuda especializada.

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